Super Smash Bros. for 3DS

Análise originalmente publicada na PlayTV em 14/10/14

http://www.playtv.com.br/games/analise/super-smash-bros.-for-3ds


 

 

NOTA: 9/10

(+) Excelente relação de custo/benefício

(+) Modos de jogo online

(+) Poder comprar trofeus com Play Coins

(−) Jogar Super Smash Bros. no 3DS e não em um console de mesa

(−) Necessidade de cada pessoa possuir sua cópia do game para jogar com os amigos

(−) Bateria do 3DS dura muito pouco com esse título


 

Considerado por alguns apenas como um aquecimento para a versão de Wii U, Super Smash Bros. chegou ao 3DS seis anos após o último título da franquia. A equipe dirigida por Masahiro Sakurai inova ao mesmo tempo que mantém elementos clássicos da série nesse divertido jogo para o portátil da Nintendo, que se torna ainda melhor acompanhado de seus amigos.

O filho (não tão) pródigo a casa torna 

Nunca fui um assíduo jogador de Super Smash Bros. O único título dessa série de “jogo de luta” – convenhamos que um sumô alternativo está mais para a realidade – que dediquei algumas horas foi o primeiro, lançado para Nintendo 64 em 1999. Portanto, ao começar a me aventurar com o novo jogo para 3DS confesso que fiquei um pouco inseguro, principalmente por haver lacunas em meu contato com a série que poderiam comprometer minha experiência.

Felizmente, após algumas partidas testando alguns lutadores aprendi o básico do combate do game, que não mudou muito nessa que é a quarta entrada da série. Os comandos disponíveis são ataques (normal e um especial), dois botões de pulo (sabe se lá o motivo de haver dois botões para a mesma ação), agarrão e defesa.

O objetivo em uma partida é o de derrubar seus adversários para fora da arena. Para fazer isso, é necessário elevar a porcentagem de dano dos inimigos para eles ficarem mais suscetíveis aos golpes especiais, que arremessam o oponente. Quanto maior a porcentagem de dano, para mais longe eles serão lançados. Você ganha um ponto se jogar outro lutador para fora, e caso caia da arena perde uma marca. Ao final do round, quem tiver o maior saldo ganha.

Diversão para todas as idades e níveis de habilidade 

Quando foi anunciado que Super Smash Bros. não teria um modo história, achei que isso teria um grande impacto deixando o produto final um pouco vazio, faltando conteúdo. Dessa forma, fico muito feliz em dizer que este não é o caso aqui e fiquei impressionado com as diferentes opções de divertimento presentes nesse título.

Smash é o modo básico que permite começar o combate de cara, seja contra o computador ou contra amigos que também sua própria cópia do game. Smash Run é uma mescla de jogo de plataforma onde você tem um tempo limitado para coletar melhorias dos seus status e participa de uma batalha quando o relógio apitar. Já a opção Games & More possui o modo Clássico, All-Star ou ainda o Stadium, esse último apresenta três modalidades diferentes (Multi-Man Smash, Target Blast e Home-Run Contest) com diversas opções, como fazer o máximo de nocautes em três minutos, derrubar 10 adversários, lutar contra 100 inimigos, entre outras escolhas disponíveis.

Caso sinta falta do modo história, parta para o modo Clássico, já que essa opção é a que mais se assemelha à essa estrutura. Foi nessa parte do game em que me ambientei com os golpes, itens, cenários e outras particularidades do título. Dependendo da dificuldade escolhida, o clássico chefe final de outros jogos da série te espera no final e se estiver em busca de um desafio maior, uma surpresa lhe espera na última batalha.

A opção All-Star utiliza muito bem todos os 51 personagens disponíveis, e oferece uma série de batalhas em que você deve derrotar os lutadores de acordo com o ano em que seus jogos foram lançados. Por exemplo, a primeira partida será entre Pac-Man (1980), Mario (1981), Donkey Kong (mesma data), Luigi (1983), Little Mac (1984), e por aí em diante até a data atual.

E vale a menção honrosa ao criador de personagens, que possibilita montar seu lutador através dos Miis ou ainda personalizar uma das escolhas já disponíveis, modificando o Mario para ficar mais rápido ou melhorando o poder de esquiva de Link, sendo possível escolher três equipamentos (que você coleta conforme joga) além de customizar os ataques especiais.

Nintendo demonstra todo o carinho para seus fãs 

Acredite se quiser, mas Super Smash Bros. possui milestones, trofeus e desafios, a versão do título para conquistas, provando que (quando quer), a Nintendo sabe fazer essas funcionalidades que surgiram na geração passada. Quanto à sua parte online – outro ponto que a Nintendo tropeça frequentemente, vide a própria eShop que ainda não funciona perfeitamente no Brasil – o jogo está bem completo e permite a luta entre amigos, contra qualquer adversário e o modo Spectate, para assistir a peleja entre outras pessoas.

Essa opção não só permite assistir as partidas como também fazer apostas com dinheiro (do jogo) no vencedor do embate, no melhor esquema Salty Bet, um site de apostas virtuais em lutas competitivas.

Outra adição interessante está no Conquest, desafios semanais em que os jogadores deverão ganhar partidas com certos personagens na semana para defender o time escolhido. Por exemplo, lutadores corpo a copo versus aqueles que preferem armas versus os que manuseiam espadas.

As opções para enfrentar qualquer adversário via internet são duas, For Fun (Pela Diversão) ou For Glory (Pela Glória). O primeiro como o nome indica almeja apenas a diversão com itens e o resultado das lutas não serão gravados, enquanto que na segunda opção não haverá itens e o resultado será marcado e adicionado ao rank mundial de competidores.

Dizer que a versão para 3DS de Super Smash Bros. não passa de um prólogo para a obra completa que será a edição de Wii U é uma injustiça. Quando estava na Brasil Game Show, de dez pessoas encontradas no Street Pass no primeiro dia da feira, nove estavam jogando Super Smash Bros. O jogo veio em ótima hora para ajudar a tirar o pó do portátil da Nintendo e é uma excelente adição à biblioteca do console.

Para terminar essa análise, não poderia deixar de inserir o vídeo abaixo, um dos três comerciais publicados pela Nintendo que mostra um “mundo ideal” em que desavenças banais são resolvidas em uma partida de Smash.

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