Hearthstone: Heroes of Warcraft

Análise originalmente publicada na PlayTV em 07/05/14

http://www.playtv.com.br/games/analise/hearthstoneheroes-of-warcraft


 

NOTA: 10/10

(+) Extremamente viciante

(+) Jogo se aproveita do lore de Warcraft da melhor forma

(+) Partida rápidas e dinâmicas

(−) Não ver as horas passarem quando você está jogando


Disclaimer: essa análise foi publicada em maio e não levou em consideração o Modo Aventura de Naxxramas nem a nova expansão Goblins vs Gnomos.

Hearthstone: Heroes of Warcraft foi lançado oficialmente em março desse ano, pouco mais de dois meses desde o término de seu beta aberto. A popularidade foi tanta, que ele se tornou o jogo de iPad mais baixado em 16 países, apenas um dia após sua versão mobile estar disponível. Essa conquista é mais do que merecida, dado que Hearthstone é um dos melhores jogos de carta que já tive o prazer de experimentar.

Sabendo o básico

O objetivo em um duelo de Hearthstone é o de eliminar seu oponente. Cada jogador começa a partida com 30 pontos de vida e, para ganhar a partida, deve reduzir a vida de seu rival para zero. É decidido na moeda quem será o primeiro a jogar e o perdedor dessa disputa inicial ganhará uma carta adicional e uma carta especial, intitulada de “A Moeda” que dá um cristal de mana e poderá ser usada somente uma vez.

Para criar seu deck, composto por 30 cartas, você deve escolher um herói e decidir os cards que irá utilizar. Cada um desses nove personagens representam as classes disponíveis no lançamento de World of Warcraft – maga, caçador, paladino, guerreiro, druida, bruxo, xamã, sacerdote e ladina -, e cada um deles possui uma habilidade única e cartas exclusivas para seus decks.

Um herói é liberado após você derrotá-lo em combate e para liberar os cards básicos de cada classe, é necessário acumular experiência participando de duelos seja em partidas rankeadas ou no modo casual.

Eis que surge um novo vício

Como falei em minha prévia de Hearthstone, achei genial a decisão dos produtores de usar cristais de mana, pois isso evita que seu azar não te prejudique (muito). Além disso, é necessário elogiar outros dois pontos: a quantidade máxima de 30 cartas no baralho e o limite de duas cópias da mesma carta em um deck. Esses dois fatores contribuem para tornar as partidas mais rápidas, fazendo com que uma partida não demore mais do que vinte minutos, salvo raras exceções. Isso torna o jogo dinâmico, traz aquele sentimento de “só mais uma partida” e quando você percebe já são quatro da manhã.

Em um mundo onde o uso de duas telas se torna cada vez mais comum, em que alternamos entre assistir algo na TV (ou no computador) enquanto acompanhamos nossas redes sociais, admito – sem vergonha alguma – que esse jogo mudou minha forma de ver algo. Quando estou em casa, raramente sento em frente à TV sem pegar meu iPad para subir meu rank. Ainda mais depois que a Blizzard anunciou o campeonato mundial de Hearthstone, em que até brasileiros terão oportunidade de participar da Blizzcon caso consigam vaga nas classificatórias.

Sutilezas geniais

Em Hearthstone, a comunicação entre os jogadores é realizada através do envio de mensagens padronizadas, como Saudações, Desculpe, Opa, Ameaça, entre outras. À primeira vista, a ausência de um chat entre oponentes pode parecer uma escolha estranha de design. Mas a impossibilidade de xingar seu oponente após ele matar todos seus monstros com uma carta, ou quando um jogador vence uma partida com um ponto de vida em uma pura jogada de sorte, são duas situações que servem para mostrar que impossibilidade de falar com seu adversário não é de todo mau. Ainda mais porque o chat existe, mas está restrito para conversas entre amigos da sua lista de contatos.

Vale a pena mencionar também que a Blizzard está acompanhando atentamente os desempenhos dos jogadores, e caso aconteça de uma classe ficar muito superior às outras, a empresa irá lançar patches corretivos para ajustar isso, como já aconteceu durante a fase de beta aberto.

O desafio diário é outro exemplo de como alguns detalhes incentivam a diversificar o meta-game (as estratégias mais utilizadas dentro do jogo), e ajudam os jogadores a testarem outros decks para garantir peças de ouro.

Por falar nisso, a própria “moeda corrente” de Hearthstone bem como o que ela pode comprar – pacotes de cartas, ingresso para a Arena ou para o vindouro modo Aventura – servem para exemplificar que o modelo gratuito para jogar (o polêmico F2P) não é tão maligno assim, quando bem utilizado.

Hearthstone: Heroes of Warcraft está totalmente adaptado para o português, com a qualidade de localização já conhecida dos produtos da Blizzard e está disponível gratuitamente para PC, Mac, iPad e tablets com Android.

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