Strike Suit Zero: Director’s Cut

Análise originalmente publicada na PlayTV em 22/04/14

http://www.playtv.com.br/games/analise/strike-suit-zerodirector-s-cut


 

NOTA: 9/10

(+) História bem conduzida em um rico universo

(+) Ótima direção de arte no visual das naves

(+) Trilha sonora espetacular

(−) Melhoria das naves não é intuitiva além de ser limitada

(−) Bugs incômodos que simplesmente fecham o jogo


 

Strike Suit Zero se passa no ano de 2299, quando uma guerra ameaça extinguir a humanidade. Você é encarregado de controlar uma nave com a habilidade de se transformar em uma forma humanóide, no melhor estilo Macross (ou Transformers). O jogo é marcado por um combate intenso e divertido, um visual impressionante e uma história envolvente.

Um novo fôlego para o combate espacial

A produção dos competentes desenvolvedores da Born Ready Games foi financiado através de um Kickstarter – com mais de US$ 170 mil  – em novembro de 2012. A nave que dá nome ao jogo permite alternar entre um modo clássico de simuladores – oferecendo a opção de uma câmera com o cockpit da aeronave – ou assumir o controle de um robô que consegue se movimentar livremente.

O veloz mecha permite disparar uma saraivada de mísseis com um botão, além de inflingir um alto dano nas tropas adversárias com seu tiro primário. No entanto, para acionar o modo especial dessa nave é necessário coletar energia, que é acumulada ao destruir seus oponentes. Essa mudança de estado de ataque e defesa oferece um bom ritmo às missões da história.

Essa versão lançada para os consoles da geração atual é, em teoria, uma edição melhorada da que foi originalmente lançada para o PC no começo do ano passado. Infelizmente, tive o infortúnio de experimentar dois bugs que simplesmente travaram minha partida. Durante essas ocasiões, fui obrigado a retomar meu save do último check-point. Embora não tenha voltado muito na fase, bateu aquele medo de ter perdido todo meu progresso. Espero que a Born Ready Games conserte isso em patches futuros.

Você controla até seis naves (cada uma com um desempenho e capacidade de mísseis e torpedos) durante as 13 missões da campanha principal, seguindo as ordens dadas por Grace Reynolds, sua oficial superior. Durante a primeira missão, Reynolds estava avaliando sua performance e decide promovê-lo rapidamente, mediante seu bom desempenho e um pedido emergencial de ajuda.

O game possui uma boa variedade de fases e os cenários por onde essa aventura te leva são embasbacantes. O combate é frenético, com uma imensidão de naves atirando para tudo que é lado, mas ao mesmo tempo é possível sentir que você fez a diferença ao destruir um crusador inimigo.

Se, assim como eu, Star Fox 64 é um de seus jogos preferidos de Nintendo 64, Strike Suit Zero possui um apelo ainda maior. A primeira vez que alvejei um torpedo que estava rumo à uma das principais naves da minha tropa, quase pude ouvir Peppy Hare dizendo seu famoso bordão (Do a Barrel Roll!).

Uma raça no limiar de sua extinção

A história de Strike Suit Zero gira em torno de uma guerra. Um conflito entre dois lados opostos da raça humana, em um que lutamos para encontrar nossa identidade. No futuro distante retratado no jogo, desenvolvemos uma tecnologia que nos permite viajar pelo espaço na velocidade da luz.

Só conseguimos essa tecnologia através de um misterioso sinal vindo dos confins do universo, que trouxe informações sobre como construir essas naves – no melhor estilo de Contato -, capazes de alcançar a velocidade da luz. Assim como o longa baseado em um romance de Carl Sagan, outra comparação inegável é com a série Battlestar Galactica, o que só melhora a imersão do jogo, caso você possua essas referências na bagagem. Não fique frustrado caso não possua, pois isso não prejudica sua experiência.

Por conta disso, a exploração espacial acabou se tornando mais uma de nossas atividade rotineira, e passamos a viajar pelas galáxias, explorando e colonizando planetas habitáveis em seu caminho. Assim nasceu os Coloniais, uma das facções da embate retratado no jogo.

Se alguns dos humanos partiram rumo ao espaço para desbravar o desconhecido, parte de nossa raça ficou para trás, defendendo nosso habitat natal. A United Nations of Earth (U.N.E.) acaba encarregada de defender a Terra, quando os Coloniais adquirem uma relíquia, com um poder tão devastador que é capaz de destruir planetas.

O enredo de Strike Suit Zero apresenta mais profundidade do que consegui descrever nos parágrafos acima, e qualquer vã tentativa de explicar mais essa história pode estragar a experiência.

Massacres de inocentes, golpes militares e uma inteligência artificial que se apoderou do corpo de uma cientista são alguns dos elementos desse rico universo criado pela Born Ready Games, juntamente da comunidade em torno do jogo. Inclusive, a própria empresa fez questão de divulgar quando um fã criou uma história que expande os eventos da campanha.

Confira no vídeo abaixo as melhorias da Strike Suit Zero: Director’s Cut, versão do jogo atualmente disponível para Xbox One e PlayStation 4, que traz também a expansão Hero of the Fleet.

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