Game of Thrones – The Lost Lords (ep.02)

Análise originalmente publicada no Save Game em 10/03/15

http://www.savegame.com.br/game-of-thrones-ep-2-the-lost-lords/


Disclaimer: não acompanho os livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, mas estou em dia com a série da HBO.


The Lost Lords, nome dado para o segundo episódio (de um total de seis) da adaptação de Game of Thrones pela Telltale, foi lançado em 3 de fevereiro. Mesmo que a qualidade mediana dos gráficos em determinadas partes incomode bastante, o reaparecimento inesperado de alguns personagens evolui o enredo positivamente fazendo com que esse seja um bom capítulo.

Sem dar spoilers para os eventos que ocorrem ao término de Iron From Ice, primeira parcela da aventura, a família Forrester continua lutando para se manter relevante na Guerra dos Tronos e não ser jogada para escanteio. Companheiros de loga data dos Starks, a sina dos Forrester reside justamente nessa aliança, que acabou mudando drasticamente o destino de uma geração inteira após os eventos do casamento sangrento (sobe Rains of Castamere aí, maestro!).

Se no primeiro capítulo era possível controlar três integrantes da família Forrester, esse episódio alterna a ação entre quatro membros do clã: o leal escudeiro Gared, os irmãos Mira, Asher e mais um.

Porto Real, Ironrath, a Muralha Yunkai são as cidades em que a narrativa se passa. Como não podia deixar de ser, os personagens da série da HBO marcam presença novamente, com Tyrion Lannister retornando e Jon Snow fazendo sua primeira aparição, ao dar as boas-vindas para Gared quando ele chega na Muralha. As interações com esses rostos familiares (principalmente com aquele que nada sabe, ~Juan de las Nieves~) foi um dos pontos altos do episódio para mim.

Essa aventura tem início em uma taverna de Yunkai, dias após Daenerys Targaryen liberar os escravos da cidade. Logo somos apresentados a Asher(no meio da foto que ilustra o início dessa análise), impetuoso e de sangue quente, ele é o segundo filho mais velho da família Forrester e foi exilado pelo próprio pai para evitar uma guerra.

Quando jovem, Asher se apaixonou por Gwyn Whitehill, e seu pai foi obrigado a enfrentar uma difícil escolha: entrar em uma guerra contra os Whitehill (seus principais inimigos) ou exilar seu filho para o distante continente de Essos. Com um peso no coração, mas tendo em mente o melhor de sua família, Lord Gregor Forrester optou por mandar seu filho para uma terra inóspita.

A diferença entre o filho renegado dos Forrester e seus irmãos fica ainda mais clara nessa introdução. Ele e Beshka, sua companheira de armas, capturaram um senhor de escravos e estão prestes a trocar a vida desse refém por uma generosa quantia de ouro.

Asher não só é hábil em combate, mas ele tem aquela faísca selvagem que o torna em um recurso essencial para reaver as perdas dos Forrester. Exatamente por esse motivo que seu tio, Malcom Branfield, foi até Yunkai avisar do infortúnio que acometeu a família e solicitar seu retorno ao lar.

Algumas das escolhas oferecidas nesse episódio incluem defender alguém que você acabou de conhecer, salvar uma vida, forjar um documento, arriscar sua segurança para por em prática um plano e estabelecer uma aliança estratégica duradoura.

Essa última opção foi a que mais me agradou, principalmente pela forma como a situação toda é conduzida, sendo completamente crível de acontecer dentro do universo fantasioso de Westeros. 

Confesso que estou muito intrigado para saber o que irá acontecer nos próximos episódios, quando as consequências para suas escolhas e ações forem reveladas. Qual será o resultado do estreitamente da relação entre Tyrion Lannister e Mira Forrester? Essa é apenas uma das perguntas que estou angustiado para saber a resposta.

Além disso, outro ponto que estou curioso para acompanhar é a evolução dos personagens que tiveram mais exposição capítulo como Sera, colega de Mira como ama de compania de Margaery Tyrell (que traz a voz da linda daNatalie Dormer) e Beshka, a companheira mercenária de Asher que aparenta ter um passado nebuloso.

Uma das poucas ressalvas que tive em minha análise do primeiro episódio dessa série foi sobre sua parte visual, que apresenta umas texturas meio bizarras em alguns momentos, principalmente se compararmos a qualidade gráfica de outros títulos lançados pelo mesmo estúdio.

Fico triste em relatar que esse problema ainda persiste no segundo episódio, deixando evidente que esse é o preço pago pela empresa, que atualmente se desdobra para dar conta de todos seus projetos em andamento (Tales from The Borderlands, modo história de Minecraft e essa série só para citar alguns).

Quero deixar claro que The Lost Lords não é um episódio ruim e tem reviravoltas muito interessantes, principalmente para quem é fã do seriado e está ansioso para a próxima temporada. Se o plano inicial era lançar os seis capítulos desse jogo antes da quinta leva de episódios ir ao ar na HBO (que irá acontecer em 12 de abril), essa ideia infelizmente falhou já que falta um mês para a estreia.

Por mais que eu aprecie o formato episódico e seja um grande fã do trabalho daTelltale, acho muito complicado a situação que ela nos deixa, por nos apresentar um hiato desconhecido que não temos escolha senão enfrentar. Não sabemos quanto tempo passaremos nesse período angustiante até revermos os personagens com quem nos envolvemos e continuarmos nossa aventura, vide os quase quatro meses entre os episódios de Tales from the Borderlands.

Só nos resta aguardar os próximos episódios para testemunharmos como será o desenvolvimento (e a conclusão) dessa saga. Rogo aos Sete para que esse tempo passe rápido.

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