Batman: Arkham Knight

Análise originalmente publicada no Save Game em 17/07/15

http://www.savegame.com.br/batman-arkham-knight/


Lançado em 23 de junho para PC, PS4 e Xbox One, Batman: Arkham Knight encerra a trilogia dos títulos desenvolvidos pelaRocksteady Studios que teve início em 2009 com o excelente Batman: Arkham Asylum. Apesar de algumas pequenas falhas, em especial a necessidade forçada do Batmóvel e a presença enfadonha do Charada, a história do homem morcego chega ao fim com uma conclusão excepcional.

Os eventos de Arkham Knight se passam logo após os acontecimentos de Arkham City, quando o duelo final entre Batman e seu maior rival acaba de forma trágica com a morte (acidental) do palhaço do crime.

Tendo dito isso, ressalto que os primeiros 15 minutos da nova aventura de Batman e seu alter-ego Bruce Wayne (afinal de contas, quem se disfarça de quem?) são impressionantes. Embora o principal rival do homem morcego tenha batido as botas, a influência do vilão é extremamente visível em Gotham e em todos que nela habitam, como pode ser comprovado na raiva que Arlequina nutre pelo algoz de seu “pudinzinho” ou ainda na guerra entre os senhores do mundo do crime como Penguim e Duas Caras, entre outros exemplos que não ouso descrever para manter a experiência intacta.

Com o Coringa a sete palmos do chão de lado, a função dos principais antagonistas da história ficam a cargo doEspantalho e do Arkham Knight, um novo adversário criado especialmente para esse título que parece conhecer todos os segredos do Batman. Esse conhecimento o torna em um inimigo extremamente perigoso para o guardião da soturna Gotham e sua identidade secreta é um dos mistérios do enredo.

Por falar na cidade natal da família Wayne, é impressionante como a própria Gotham City é uma personagem importantíssima nesse jogo. Antes de mergulhar de cabeça no município repleto de arquitetura gótica, deve-se apreciar a incrível densidade de detalhes que a Rocksteady criou. Ao invés de termos um mapa incrivelmente vasto, como o que é apresentado em The Witcher 3 por exemplo, a empresa oferece um território composto por três ilhas com vários níveis repletos de easter-eggs.

As vizinhanças são compostas de construções repletas de detalhes e possibilidades de interação, seja nas ruas tomadas por minas e tanques armados, nas coberturas dos edifícios onde adversários armados guardam as torres de comunicação e vigilância, ou ainda nos céus patrulhados por drones armados que devem ser desativados pelo cavaleiro das trevas.

As reviravoltas na história feitas através de revelações impressionantes me pegaram completamente desprevenido e merecem destaque. Outro ponto alto está na progressão dos eventos e o surgimento de novos personagens na narrativa, feito quase que organicamente passando assim uma ilusão de que esses encontros e interações não são pré-determinados.

A possibilidade de pilotar o Batmóvel é a principal novidade desse título e por mais que andar por aí no lendário veículo (que está mais para um tanque do que um carro) seja divertido, a presença do automóvel serve como uma espada de dois gumes.

O prazer de experimentar algo novo e impressionante rapidamente se esvai quando você é forçado a usar o Batmóvel para realizar algumas missões paralelas extremamente tediosas e repetitivas, algumas delas incluindo as obras mais recentes do Charada.

Como não podia deixar de ser, as criações de Edward Nygma (nome real do vilão obcecado por quebra-cabeças) estão novamente presentes como side-quests e ele precisa urgentemente achar um hobby saudável espalhou 243 enigmas pela cidade. Sim, você leu certo. Duzentos. E quarenta. E três troféus, enigmas e mistérios.

Felizmente, Batman terá ajuda de seus companheiros de combate para lutar contra o Espantalho, o Arkham Knight e toda a trupe vilanesca recrutada por ambos. Algumas missões permitem alternar o controle entre Batman, Mulher Gato, Robin e Asa Noturna e servem para mostrar algumas das diferenças no combate entre os quatro.

Uma Questão de Família é o nome da expansão disponibilizada nessa terça (14) – para quem comprou o passe de temporada – focada em uma missão protagonizada por Barbara Gordon que se passa antes dos eventos de Arkham Asylum. Essa missão oferece pouco mais de uma hora de aventura e é ambientada em um macabro parque abandonado onde o Coringa fez de refém o Comissário Gordon. Apesar de trazer (quase) nenhuma novidade quando se trata de gameplay, esse DLC tem seus méritos por permitir o controle da Batgirl e possui revelações interessantes sobre o passado do Coringa e da Arlequina, que inclusive está vestindo sua roupa clássica.

Levando em consideração que a Rocksteady não atuou como desenvolvedora no jogo anterior do homem morcego (Batman: Arkham Origins), muitos se perguntavam se a empresa levaria em consideração os eventos do título passado, que foi desenvolvido pelaWarner Games Montréal.

Fico feliz em dizer que a Rocksteady incorporou o que aconteceu no título que é o primeiro da linha temporal da série, e por conta disso alguns easter-eggs sobre Origins estão espalhados na cidade de Arkham Knight.

A imersão proporcionada através da narrativa de Arkham Knight definitivamente é seu ponto alto e proporciona uma excelente e duradoura experiência, ainda mais para quem é fã ardoroso do Cavaleiro das Trevas. Para minha alegria ser completa, sonho com todas minhas forças que o próximo projeto da Rocksteady seja um jogo do Arqueiro Verde.

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