Digital Jam: Retratos Independentes

Série de posts originalmente publicados na persona Digital Jam

http://alvanista.com/tag/retratos-independentes


Conforme comentei no meu post sobre a Digital Jam, parte do conteúdo compartilhado nesse perfil eram 15 atualizações de uma série intitulada Retratos Independentes. Esse projeto é inspirado na página do Facebook Humans of New York (HONY) e serve como uma homenagem/interpretação dessa iniciativa que me ajudou a enxergar como o contato humano é importante na correria diária.

A maior diferença entre o Retratos Independentes e o HONY está em dois aspectos. O primeiro deles é que as pessoas selecionadas para participar não são completos estranhos e sim gente que já conheço. Isso ocorre porque quis mostrar um pouco – através de uma foto e uma frase, no máximo um parágrafo – sobre algumas das pessoas envolvidas no mercado brasileiro de games sejam jogadores/jogadoras, jornalistas, desenvolvedores independentes, assessores, etc.

O segundo ponto é que ao contrário da HONY, em que a identidade da pessoa fotografada é mantida em anonimato, optei por adicionar o nome de cada um(a) com quem conversei para servir como “título” da narrativa daquele indivíduo, feito em forma de um pequeno texto que conseguisse encapsular nosso papo e ao mesmo tempo capturar qual passagem da nossa conversa melhor descrevesse o momento de vida daquela pessoa.

Esse é um dos meus projetos que possuo maior apreço e espero que os ensinamentos, as lições e as histórias retratadas nas imagens e nas frases abaixo possam ajudar aos outros assim como me ajudaram.

Heloisa Yoshioka

É horrível ficar no chão.

Karol Kaczorowski

Acho que estou no caminho certo.

Lucas Zanganelli

Eu chutei minha faculdade de Economia para transferir para História. Estou aqui pelas palestras e pelos workshops.

Gabriel Naro

Nunca aprendi tanta coisa em tão pouco tempo com tanto tesão. Nada vai te fazer ir tão longe quanto sua própria vontade.

Bruno Cavalcante

Já tive site de Digimon, de Mega Man e de King of Fighters. A Alvanista ficou grande pela repercussão que tomou, mas como todos os outros projetos começou como algo pequeno.

Douglas Feer

Quando você é pequeno, sua vida é um tempo livre. Comecei a procurar manuais de jogos, com histórias e desenhos. Aí pensei ‘alguém deve fazer isso’ e o primeiro ilustrador que conheci foi o Yoshitaka Amano.

Eliana Dib

Um tester foi experimentar o serious game que estamos desenvolvendo. O jogo possui quatro mini-games, um deles na Mesopotâmia, outro na Florença do século XIV, outro que se passa em Portugal em 1800 e o último na Austrália do século XXI. Quando o tester disse ‘Eu estou me divertindo com esse jogo!’, eu fiquei realizada.

Thiago Adamo

O Austin Wintory mudou muito minha visão sobre as coisas. Ele me libertou, para eu não ficar tão encanado em parecer com outras pessoas. Minha própria carreira como compositor mudou muito por causa dele.

Alexandre Ribeiro

Atualmente, a minha empolgação está no Oculus Rift, principalmente em seu uso para educação

André Gerard Chiappetta

Estudei quatro anos de games no Brasil. Cheguei no Canadá, para fazer um curso na Vancouver Film School, e achei que estaria tranquilo. Aí percebi que não sabia nada. Foi bem tenso, mesmo em um ano de curso. Acho que o intercâmbio é uma experiência de vida.

Lucas Jock

Lucas Jock, game designer e um dos fundadores da Taw Studio (responsável por Mr. Bree e Jelly Escape), faleceu nessa segunda (13) em Pindamonhangaba.

Tive a oportunidade de conhecê-lo na Campus Party de 2013, um evento em que assisti algumas palestras que ajudaram a mudar completamente o rumo da minha vida profissional. Sempre serei grato aos devs que estavam lá e Jock era um deles.

Após esse evento, encontrei Jock durante algumas game jams e ele sempre me surpreendeu com sua generosidade, carinho, carisma, preocupação com os outros e paixão por seu trabalho.

Por esse motivo, o Retrato Independente dessa semana é uma singela homenagem ao Jock, uma entrevista com ele que nunca publiquei em português.

Qual seu nome, idade e formação?

Me chamo Lucas Jock, tenho 24 anos, e sou formado como técnico em Multimidia no Senac, e Técnico de Informática.

Há quanto tempo você trabalha na TawStudio? E qual é seu cargo / função?

Trabalho na TawStudio desde seu nascimento, em meados de 2009. Atuo na direção, design, produção e level design dos jogos.

Você trabalhou em quais jogos?

Os principais jogos que trabalhei foram “O Desafio do 5S”, “Mr. Bree – Returning Home”, “Jelly Escape” e atualmente, no “Mr. Bree+”.

Quais foram suas influências e referências pra fazer o game design desses jogos?

Sou bastante influenciado por jogos de plataforma e RPG. E esses jogos são bastante inspirado em títulos que fizeram parte da minha “formação” como gamer, como Megaman, Castlevania e Super Meat Boy.

Como você se sente quando se dá conta que seu trabalho consiste em criar jogos?

Eu adoro! Realmente é um trabalho muito satisfatório e prazeroso de fazer. Eu sempre gostei de jogos, mas só percebi que queria trabalhar com jogos mesmo um pouco antes de criar o estúdio. Desde então, tem sido uma experiência maravilhosa e enriquecedora!

Qual o maior conselho que você tem para quem quer trabalhar com Game Design, ou está começando nessa área?

Tenho duas dicas bem importantes, baseadas na experiência que eu já tive comigo e outras pessoas. Primeira: Façam jogos! Conhecemos game designers formados, com anos de estudos, mas que nunca chegaram nem a prototipar um jogo. A experiência de por a mão na massa vale muito! Seja sozinho ou em equipe, tente fazer um jogo completo, da concepção até o lançamento, para se familiarizar com todas as etapas do desenvolvimento.

A segunda dica, é: Para ser game designer, você vai ter que saber fazer um pouco de tudo! Não é como algumas pessoas pensam, que o GD só fica pensando no jogo e criando documentos para um time desenvolver o jogo para ele. Você vai ter que saber de arte, para conseguir conversar e trabalhar com artistas, saber o básico de programação para trabalhar com outros programadores, auxiliar em prototipagem, e por aí vai, com todas as competências que englobam um jogo: Musica, produção, narrativa, animação, etc. E outra dica muito importante é: interaja com a comunidade de desenvolvedores! Converse com estúdios, participe de eventos, maratonas, troque emails, faça amizades. Algumas das pessoas mais fantásticas que eu já conheci na vida foi através do desenvolvimento de jogos.

Como está sendo o recebimento da votação de Mr. Bree + no Greenlight?

Está indo bem! Ainda falta um longo caminho para sermos aprovados lá. Mas temos tido um feedback muito positivo dos usuários, com ótimas críticas e comentários bastante satisfeitos!

Quais são as melhorias que vocês fizeram nessa versão + de Mr. Bree?

O jogo foi inteiro refeito. Desde a arte, os códigos, até a própria historia em si, que agora é mais completa, e com um desfecho bem especial, bem diferente do jogo original. Todos os gráficos estão em HD, temos cenários novos, dez vezes mais armadilhas, que adicionam bastante variedade no gameplay. 60 fases, o triplo do jogo antigo. Além de 4 modos de jogo, que adicionam grandes desafios para os gamers mais hardcore.

Como você se sente estando bem próximo de ter um jogo que você trabalhou publicado no Steam?

Ainda falta bastante para chegarmos lá. Mas seria a realização de um sonho! Desde que começamos a desenvolver jogos, um de nossos maiores objetivos é ter um jogo na Steam. E estamos lutando dia e noite por isso! =)

Quais são seus Top 3 jogos preferidos?

Nossa, difícil limitar a três… Mas, os jogos que mudaram minha vida e fizeram parte da minha infancia foram os jogos de RPG da série Chrono e da serie Final Fantasy, jogos de plataforma, como Megaman e Castlevania. Além de Starcraft 1 e 2, e jogos de FPS, o bom e velho Counter Strike, os mais recentes, Battlefield, Call of Duty, etc. E meu mais novo amor tem sido o Dota 2! =)

Adicional:

Quem quiser conhecer mais sobre o nosso jogo, e/ou nos ajudar no Greenlight, é só conferir a pagina www.mr-bree.com. Qualquer ajuda é muito importante para nós! =)

 

Leandro Carlos da Silva

Gosto muito de programação pura, não gosto de engines. Minha vida inteira foi pautada por desafios. Tinha um amigo de escola que sabia mexer no Flash e eu achei um absurdo que eu não sabia o que era Flash. Aí na 6a série eu já sabia programar em Action Script.

André Asai

Eu queria fazer outras experiências de eventos além do SPIN. Uma ideia que eu tenho é a de fazer uma feira com comidas, vendas de zines, entre outras coisas. Não sei se vai rolar, mas é algo que eu queria fazer.

Santo (Pedro Medeiros)

Quando a gente começou a pegar freelas de games, não foi como se eu e a Amora decidimos a viver só disso e sim nós percebemos que com o tempo, os trabalhos de jogos passaram a nos sustentar. Começamos a ir para esse lado lentamente e um jogo passou a chamar o próximo.

Alex Boiret

Nós somos rebeldes.

Alex Boiret é  coordenador de localização da CD Projekt RED e trabalhou em The Witcher 3. Tive a oportunidade de entrevistá-lo durante o evento em que experimentei uma prévia do jogo.

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