Digital Jam

Escrevo profissionalmente sobre games há mais de três anos e até bem recentemente nunca tive um projeto próprio, algo para chamar de meu que refletisse minha opinião sobre vários assuntos do mercado. Instigado por esse desejo de ser o responsável por uma linha editorial, criei a Digital Jam.

Por mais que já tenha escrito artigos, feito cobertura de eventos (duas vezes in loco da Brasil Game Show e remotamente da E3 por três vezes), publicado mais de 30 análises, entrevistado desenvolvedores, queria ter essa experiência em atuar como o editor e ter total liberdade para decidir as pautas e ajustar o tom das matérias publicadas.

A solução que encontrei para colocar meu plano em prática foi a de criar um perfil na Alvanista, rede social destinada para gamers em que participo ativamente, onde passei a publicar minhas matérias que seguem esse viés.

Durante seu breve período de vida de cinco meses (comecei o projeto em fevereiro de 2015), a Digital Jam teve 26 postagens. Destas, 11 são artigos que seguem a linha editorial que resolvi adotar e pode ser descrita nos dizeres abaixo, que servia como assinatura de cada post.

 

O objetivo da persona Digital Jam é disseminar conteúdo sobre games de uma forma diferente através de textos pessoais, direcionados para o lado independente.

 

As outras 15 atualizações fazem parte de uma série intitulada Retratos Independentes. Falarei mais sobre ela em outro post, mas basicamente essa “coluna” é inspirada na página do Facebook Humans of New York (HONY). Além disso, serve também como uma homenagem/interpretação dessa iniciativa que me ajudou a enxergar como o contato humano é importante quando nos sentimos soterrados na correria diária e a valorizar a diferença na vivência de cada um.

Apesar de existir há menos de um semestre, a Digital Jam foi essencial na minha vida por servir como prova de que consigo tirar meus projetos do papel. Me considero”criativo”, mas de que vale um criador que só pensa e falha em extrair suas ideias para algo concreto? Produzir conteúdo/criar também é conhecido para mim como transformar o turbilhão de pensamentos e sentimentos em algo, seja uma análisejogo ou um projeto pessoal.

A segunda lição que essa jornada me ensinou foi ajudar a descobrir minha identidade profissional. A insegurança é um traço da minha personalidade em que tenho trabalhado para melhorar e o exercício de me dedicar em um projeto autoral fez com que me sentisse mais capaz, decidido e seguro.

O terceiro e último grande ensinamento que esse projeto me ensinou é o de praticar o desapego, abrir mão de artigos ou até de projetos. Confesso que estou com dificuldades em encontrar as melhores palavras para terminar esse texto, porque a decisão já está tomada na minha cabeça por mais que parte de mim tente não aceitar.

Esse é o último texto da Digital Jam.

Espero que tenham gostado das matérias que publiquei. Para aqueles que quiserem continuar a acompanhar meu trabalho, fico muito feliz em dizer que sou um dos colunistas que fazem parte da equipe da Ivalice. Posso dizer que meus artigos e eventuais análises por lá serão o sucessor espiritual da Digital Jam. Para quem tiver interesse, o primeiro dos meus textos – A geração dos remakes é necessariamente algo ruim? – já está no ar.

Muito obrigado para todos que leram, comentaram, compartilharam, se emocionaram ou até se inspiraram com o que escrevi. Serei eternamento grato a todos que acompanharam o trabalho da Digital Jam. Vocês fizeram tudo isso valer a pena.

Forte abraço e nos vemos por aí,

Eduardo Emmerich

@rurounikz

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